Festival do Rio 2026: Apostas Fortes ao Oscar e Filmes que Bombam nas Tela
O Festival do Rio começa nesta quinta-feira (1/10) e promete agitar o cenário cinematográfico até 11 de outubro. Além disso, a 28ª edição reúne títulos premiados em Cannes, Berlim, Veneza e Locarno. Enquanto isso, 16 produções disputam o Oscar de Filme Internacional.
A abertura traz “A Bola Preta”, épico queer espanhol de Javier Calvo e Javier Ambrossi. O filme venceu o prêmio de direção em Cannes e aparece nas apostas para várias categorias do Oscar. Além disso, o elenco conta com Penélope Cruz e Glenn Close.
Por outro lado, “Rose”, representante da Áustria, traz Sandra Hüller no papel que rendeu o Urso de Prata em Berlim. Enquanto isso, “Covarde”, da Bélgica, chega após Emmanuel Macchia e Valentin Campagne dividirem o prêmio de ator em Cannes.
Além disso, os brasileiros chegam com força total. “Feito Pipa”, de Allan Deberton, representa o Brasil no Oscar 2027. O longa venceu dois prêmios em Berlim, incluindo o Urso de Cristal, e conquistou cinco estatuetas em Gramado. Ademais, “A Margem do Rio”, de Enock Carvalho e Matheus Farias, venceu o Prêmio Especial do Júri em Locarno e disputa o Troféu Redentor na Première Brasil.
Enquanto isso, “London”, de Victor Di Marco e Márcio Picoli, venceu o Queer Lion na Semana da Crítica de Veneza e terá première nacional no Rio. Portanto, a produção sobre um jovem com deficiência que trabalha numa casa de fetiches chama a atenção.
Berlim e Cannes dominam os destaques internacionais. “Um Homem do Seu Tempo”, drama francês sobre o colaboracionismo nazista do regime de Vichy, venceu o prêmio de roteiro em Cannes. Por outro lado, “Todo Mundo Curte Bill Evans”, cinebiografia musical, chega com o Urso de Prata de direção de Berlim.
Além disso, a programação inclui “A Gradiva”, apontado pelo Metacritic como o filme mais bem avaliado de 2026 até agora, bem como “Cartas Amarelas”, de İlker Çatak, “Dau”, de Ilya Khrzhanovsky, “Rainha ao Mar”, de Lance Hammer, e “Cavalo Selvagem Nove”, de Martin McDonagh.
O evento ainda prepara uma homenagem especial. Fernanda Montenegro ganha documentário “Fernanda”, de Pedro Waddington. A sessão ocorre em 8 de outubro no Cine Odeon, com presença esperada da atriz.
Ademais, a Première Brasil inclui “Funk”, de Aly Muritiba, sobre uma jovem cantora do Morro dos Prazeres, e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, que passou por Toronto e San Sebastián.
Por fim, “100 Dias” encerra a programação brasileira. Carlos Saldanha, diretor de “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, estreia seu primeiro longa live-action. Filipe Bragança interpreta Amyr Klink na recriação da travessia solitária do Atlântico Sul de 1984. O filme terá première mundial no Festival antes da estreia comercial em 29 de outubro.
O Festival do Rio segue até 11 de outubro com competições, pré-estreias, retrospectivas, sessões gratuitas e atividades de mercado no Rio e em Niterói.