Supremo Autoriza Nova Fase da Operação Compliance Zero: Escândalo Revela Redes de Corrupção e Serviços Ilegais
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou a sexta fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (14), desvendou mensagens explosivas atribuídas ao empresário Henrique Vorcaro e ao policial aposentado Marilson Roseno da Silva. O ex-agente é apontado como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo criminoso denominado “A Turma”.
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Votar_AgoraConforme o despacho judicial, conversas recuperadas do celular de Marilson comprovam que Henrique Vorcaro continuava solicitando serviços ilícitos, além de fornecer recursos financeiros para manter as atividades do grupo investigado. Portanto, a investigação expõe uma relação de troca perigosa entre poder econômico e operações ilegais.
“Ele manda o mensal e eu divido entre a turma. Mando pra eles. 400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada, o meu. O DCM e mais dois editores. É este o mensal. Ele manda 1 e, quando você manda bônus, eu divido entre os meninos e a turma”
Além disso, o documento reproduz diálogos detalhando movimentações financeiras sob apuração da Polícia Federal. Em uma trocha impressionante, Marilson pede a Henrique que não o deixe “à deriva”, reclama estar “segurando uma manada de búfalo” e exige pagamentos pendentes. Enquanto isso, Henrique responde que receberia recursos “na quinta ou na sexta-feira” para enviar “imediatamente 400”. Imediatamente, Marilson rebate afirmando que o valor ideal seria “800k”, revelando a magnitude da operação.
Por outro lado, o ministro André Mendonça destacou que os diálogos evidenciam uma relação estável de troca ilícita: Henrique financiava o grupo em troca de serviços criminosos. O despacho também aponta que as conversas foram apagadas do celular de Marilson, que ainda utilizava frequentemente números trocados e uma linha colombiana para ocultar os contatos.
Outro ponto crucial envolve a atuação de Marilson junto a policiais para obter informações sigilosas sobre investigações que envolviam Henrique Vorcaro. Conforme registrado, Marilson teria informado a um agente: “um parceiro vai encontrar comigo aqui e vai trazer uma sucinta aqui”, enviando em seguida uma imagem de intimação direcionada ao empresário.
Enquanto isso, o “cotejo entre mensagens, registros telefônicos e monitoramento externo” levou a Polícia Federal à conclusão de que uma reunião em março de 2026 contou com a presença de “Marilson, Felipe Mourão, Henrique Vorcaro, Sebastião Monteiro e Manoel Mendes”, consolidando as provas do esquema criminoso.