Meu Querido Assassino: O Trailler Te Engana, Mas a Verdade é Deslumbrante!
O trailer vendeu o “John Wick tailandês”, prometeu o “Sr. e Sra. Smith do Sudeste Asiático”. Impossível não cair na armadilha! A Netflix jogou um tiro de mestre com a campanha de Meu Querido Assassino, lançado em 7 de maio. Apresentava um massacre, um tiroteio épico para maratonar no fim de semana. ENGANO TOTAL!
“Quando você senta pra assistir, descobre que, sob a direção de Taweewat Wantha (veterano do cinema de horror), o longa é antes de tudo, um drama sobre pertencimento, identidade e o direito de uma mulher decidir o que faz com o próprio corpo.”
Lhan Não Nasceu Pronta Para a Luta! Imersão Total em um Drama Psicológico! A genialidade começa na premissa. Lhan carrega um tipo sanguíneo raríssimo, tão valioso que seu corpo virou moeda no mercado negro. Após testemunhar o assassinato dos pais por causa desse tesouro biológico, é resgatada por Poh, líder lendária da House 89 – um império de assassinos profissionais.
Aqui vem o golpe mestre: crescendo ao lado dos herdeiros Pran e M, enquanto os meninos treinam para matar, Lhan vive numa redoma. Protegida? Jamais! Ela é um ativo financeiro, uma propriedade cujo sangue não pode ser arriscado em conflitos. O drama explode quando o caçador Pruek reaparece para cobrar seu passado. É quando Lhan finalmente decide aprender a lutar!
Quebrei a Regra! A Protagonista que Não Sabe Segurar uma Faca! Por aqui, o filme explode o molde de ação feminina. Atomic Blonde, Kill Boksoon, Chocolate… Todas começam com heroínas já letais. Aqui? A câmera demora a colocar uma faca nas mãos de Lhan. A jornada de transformação é visceral e crível!
Mas, Atenção! O Filme tropeça em Armadilhas de Roteiro! Imerso em ambição, o longa exagera. São duas horas+ tentando ser tudo: drama familiar, thriller de perseguição, romance, denúncia da mercantilização do corpo feminino, vingança brutal. O ritmo paga o preço, especialmente no segundo ato! Revelações empilhadas sufocam a narrativa.
A House 89, vendida como instituição assombrando o crime organizado, parece mais uma família disfuncional gigante do que uma máquina de morte afiada. Os capangas perseguindo Lhan? Clichês ambulantes! Caçadores incompetentes que tropeçam sempre que a trama exige. E o vilão Pruek? Vai de ameaça genuína para exagero cômico que destoa completamente do tom.
Veredito Final: John Wick? Não! Mas o Que Oferece é Inesquecível! Se sentou esperando balas e explosões, sairá frustrado nos primeiros 40 minutos. Agora, se busca uma fusão explosiva entre ação crua e uma reflexão profunda sobre uma mulher criada como objeto valioso descobrindo seu poder? MEU QUERIDO ASSASSINO É ESSENCIAL!
A direção tem identidade, a química do casal segura o filme, e as cenas de luta entregam o que prometem. Nota 9/10!
“Se você topa um longa que mistura ação visceral com uma reflexão genuína sobre quem é dono do corpo de uma mulher criada como objeto valioso, Meu Querido Assassino tem muito mais a oferecer.”