Ex-presidente Michel Temer alerta: Sanções dos EUA contra esposa de Moraes podem impactar anistia a Bolsonaro e aliados
O ex-presidente Michel Temer surpreendeu ao declarar que a proposta de reduzir penas de Jair Bolsonaro e outros envolvidos nos ataques de 8 de janeiro precisa ser repensada imediatamente. A mudança de posição aconteceu após os Estados Unidos incluírem Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, em sanções da Lei Magnitsky – medida que também atingiu empresas ligadas à família do magistrado.
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Votar_Agora“Realmente, esse último gesto foi bastante agressivo. Modifica um pouco as coisas. Da forma como o Paulinho da Força, deputado federal, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, estavam conduzindo, as coisas estavam fluindo. Acho que, neste momento, é preciso repensar um pouco”,
O ex-mandatário, que atua como conselheiro do deputado Paulinho da Força no projeto de anistia, foi enfático: “É necessário deixar a poeira assentar e retomar o assunto depois”. Enquanto isso, a decisão norte-americana continua sacudindo a política brasileira, criando um novo capítulo na tensão entre Poderes.
Para complicar o cenário, Temer revelou ter participado de reuniões estratégicas com Aécio Neves e o próprio Paulinho da Força para discutir o texto que beneficia réus dos atos antidemocráticos. Porém, as sanções internacionais impostas a figuras próximas ao STF parecem ter congelado temporariamente as negociações.
O impasse surge em meio a pressões crescentes: de um lado, parlamentares tentam avançar a proposta de redução penal; de outro, medidas inesperadas como as da Casa Branca forçam uma reavaliação de estratégias. Resta saber como os envolvidos reagirão a este novo tabuleiro geopolítico que se formou em torno do caso.