Nepal em guerra: 17 mortos e 400 feridos em rebelião contra bloqueio do TikTok e WhatsApp

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Katmandu mergulha em caos: ao menos 17 mortos e 400 feridos em explosão de violência contra bloqueio da internet e luxo dos filhos de políticos

O coração do Nepal parou nesta segunda-feira (8) quando a polícia abriu fogo e despejou bombas de gás lacrimogêneo contra uma multidão que bradava contra o bloqueio de 26 redes sociais — entre elas Facebook, YouTube e LinkedIn — e contra a ostentação dos herdeiros do poder. O saldo foi devastador: pelo menos 17 corpos jazem no chão e 400 pessoas sangram em hospitais lotados, transformando Katmandu em um campo de batalha.

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Tudo começou na quinta-feira passada, quando o Ministério da Comunicação e Tecnologias da Informação decidiu apagar as plataformas da internet sob a justificativa de que nenhuma das empresas se registrara no país, desrespeitando uma ordem da Suprema Corte de 2023. A medida, porém, detonou a fúria popular que já cozinhava ao ver vídeos no TikTok — ainda liberado — expondo mansões, iates e relógios de filhos de políticos nepaleses vivendo como reis enquanto a população enfrenta apagão digital.

Imediatamente, milhares desceram às ruas. E, quando alguns manifestantes tentaram romper o cordão de segurança em frente ao Parlamento, a resposta foi bala real, cassetete e jato d’água com força de canhão. Enquanto isso, a ONU não segurou a indignação:

“Abram rapidamente uma investigação transparente”

, exigiu Ravina Shamdasani, porta-voz do escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Portanto, além das vidas ceifadas, o que resta em Katmandu são ruas fumegantes, celulares sem sinal e a certeza de que a repressão sangrenta só avivou a revolta. Por outro lado, o governo mantém o prazo de sete dias para que as gigantes da tecnologia se curvem e cadastrem representantes locais — ou enfrentem o mesmo destino dos 17 que já não voltam para casa.

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