CRISIS ESTRATÉGICA: Lula reúne em sigilo para impedir projeto que pode libertar Bolsonaro
A menos de 24 horas da aprovação do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência com parlamentares aliados na Granja do Torto. O encontro, realizado às escondidas da agenda oficial, teve um único objetivo: traçar uma batalha total para bloquear a tramitação do projeto no Senado Federal. Portanto, enquanto o Executivo tenta desesperadamente frear a avalanche legislativa, a base governamental acelera os preparativos para uma guerra de vetos.
EM 2026 EM QUEM VOCÊ VOTARIA? FLÁVIO BOLSONARO OU LUIZ IGNÁCIO LULA
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Votar_AgoraParticiparam das negociações de última hora os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), que discutiram estratégias de embate contra um projeto que, segundo fontes do Planalto, já é considerado quase irreversível na Casa Alta. Além disso, a preocupação do governo dispara com a velocidade vertiginosa da tramitação: na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o relator Esperidião Amin (PP-SC) apresentará seu parecer já na próxima quarta-feira (17). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou que colocará a matéria em votação imediatamente após a liberação da comissão.
GOVERNO PROMETE VETO TOTAL
“Se o projeto vier a ser aprovado, eu adianto: ele será vetado pelo senhor presidente da República. E nós iremos sustentar no plenário do Congresso a manutenção do veto”, declarou Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional. O senador classificou a proposta como um “acinte” e uma “ofensa à ordem jurídica nacional”, destacando que o texto poderia atenuar penas para crimes graves, incluindo os atos antidemocráticos de 8 de janeiro e crimes de corrupção.
“Se o projeto vier a ser aprovado, eu adianto: ele será vetado pelo senhor presidente da República. E nós iremos sustentar no plenário do Congresso Nacional a manutenção do veto”
BOLSONARO NO ALVO ELEITORAL
Enquanto isso, nos bastidores do Planalto, uma aposta mortal cresce: o texto pode direcionar um benefício concreto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, principal adversário político de Lula. Cálculos jurídicos indicam que a aprovação da dosimetria poderia antecipar a liberdade condicional de Bolsonaro para 2029. Diante desse cenário explosivo, fontes do Palácio confirmam que a orientação é pelo veto integral, com dois objetivos duplos: impedir a libertação de figuras acusadas de atentado contra o Estado Democrático de Direito e acalmar a base eleitoral do governo.
A estratégia de frear o avanço do projeto inclui solicitar um pedido de vista no Senado, uma manobra que poderia adiar a votação crítica. Por outro lado, o governo não descarta usar todos os instrumentos institucionais para evitar que a lei entre em vigor antes das eleições de 2026, transformando a tramitação do PL em um campo de batalha política sem precedentes.