STF: Escândalo com cachê de palestras Malu Gaspar expõe ministros que escondem informação

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Malu Gaspart acorda do sono profundo e ataca trio do STF: “Quem bancou seus cachês?”

Após sete anos em sono profundo, a jornalista Malu Gaspart voltou com tudo na terça-feira (24), e imediatamente mirou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli viraram alvo de sua ira pública. A repórter acusa o trio de esconder valores recebidos por palestras no ano passado, e portanto, de sabotar o Código de Ética proposto por Edson Fachin.

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“A divulgação dos cachês recebidos pelos magistrados ao participar de palestras, seminários e fóruns jurídicos no Brasil e no exterior é um dos maiores focos de resistência ao Código de Ética que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, tenta emplacar na Corte, como resposta aos crescentes desgastes à imagem do Judiciário – e do Supremo em particular.”

Enquanto isso, os ministros tentaram se esquivar das acusações com respostas evasivas. Por outro lado, Alexandre de Moraes enviou um comunicado que, à primeira vista, parece transparente: “todas as palestras e eventos acadêmicos em que há participação do ministro podem ser consultados na página do Currículo Lattes”. Contudo, o portal revela apenas que ele participou de 210 eventos desde 2017, sem detalhar quem financiou as despesas ou os valores pagos por cada aparição.

Já o gabinete de Gilmar Mendes respondeu com uma frase lacônica: “em razão da segurança pessoal e institucional não divulgamos a agenda do ministro”. Imediatamente, Malu Gaspart rebateu a justificativa, classificando-a como uma desculpa frágil para proteger informações cruciais sobre os rendimentos extraoficiais.

Dias Toffoli, por sua vez, adotou uma postura ambígua. Seu gabinete afirmou que “os dados referentes a palestras estão disponíveis e podem ser consultados no site do STF”. Porém, o ministro não tem o costume de divulgar sua agenda de compromissos na página oficial da Corte. Portanto, a promessa de transparência se desfaz ao confrontar a prática real. Além disso, a jornalista questiona: “Por que tão sigilo em uma Corte que deveria exemplificar ética?”

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