Mulher de Moraes leva surpreendente derrota na Justiça

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Derrota Final para Banco Master e CEO Vorcaro em Tribunal de São Paulo

O Banco Master e seu CEO, Daniel Vorcaro, enfrentaram uma derrota catastrófica no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em litígio contra Vladimir Joelsas Timerman, fundador da Esh Capital. A ação judicial, protocolada em outubro de 2024, resultou em veredito definitivo contrário à instituição financeira e ao executivo. Além disso, o caso marcou episódio histórico: foi o único registro conhecido em que ambos foram defendidos pelo escritório de Viviane Barci de Moraes — esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — em parceria com seus filhos Alexandre e Giuliana.

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O embate judicial girou em torno de conflitos societários na Gafisa, empresa na qual Timerman é acionista. Durante o processo, o gestor apresentou denúncias à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), imediatamente desencadeando investigações sobre supostas operações fraudulentas envolvendo fundos ligados ao empresário Nelson Tanure e ao Banco Master. Segundo Timerman, as manobras visavam ampliar o controle de Tanure sobre a construtora, ocultar conflitos de interesse e manipular irregularmente o mercado de capitais. Tais acusações fundamentaram tanto procedimentos administrativos quanto apurações criminais.

Após sucessivas derrotas em todas as instâncias, o TJ-SP condenou o Banco Master e Vorcaro ao pagamento de R$ 5,5 mil em honorários advocatícios à defesa de Timerman. Em outubro de 2025, a 2ª Câmara de Direito Criminal rejeitou recurso da instituição financeira, seguindo parecer da Procuradoria-Geral de Justiça que apontou ausência de “provas suficientes de dolo específico de ofender”. O caso foi encerrado em dezembro após julgamento de embargos.

Enquanto isso, Timerman levou o episódio ao Ministério Público de São Paulo por meio de notícia-crime contra Vorcaro. Na representação, ele sustenta que o CEO do Banco Master teria cometido denunciação caluniosa, apesar de conhecimento prévio das irregularidades na Gafisa. O gestor destacou que investigações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e manifestações da Procuradoria-Geral de Justiça corroboram a consistência de suas denúncias contra Nelson Tanure e o Banco Master.

Na peça apresentada ao Ministério Público, Timerman questionou a escolha do escritório de Viviane Barci de Moraes:

“da esposa de um ministro do STF”, dentre “dezenas de escritórios que defendem a instituição”, teria um “evidente propósito intimidatório”

. Documentos da Operação Compliance Zero revelaram que o contrato com o escritório previa honorários de até R$ 130 milhões, não integralmente cumpridos devido à liquidação do banco pelo Banco Central em novembro de 2024. Mensagens das investigações mostram que Vorcaro priorizou esses pagamentos mesmo com a deterioração financeira do Banco Master. A notícia-crime pede que o Ministério Público paulista apure os fatos e ofereça denúncia contra o executivo.

Timerman também relembrou que representação de 2023 ao Ministério Público Federal sobre fraudes envolvendo Tanure e o Banco Master resultou em inquérito e, em dezembro de 2024, na denúncia por insider trading contra o empresário. Para o fundador da Esh Capital, esse desdobramento comprova a veracidade de suas acusações. Por fim, ele citou parecer da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo que considerou procedentes as denúncias contra Nelson Tanure, a Gafisa e o Banco Master, adicionando mais um elemento ao complexo cenário de questionamentos.

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