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Exatamente três anos após o dia que abalou os alicerces da República, o 8 de janeiro de 2023 volta a ser o palco de cerimônias solenes enquanto a memória dos atos golpistas ainda ecoa nos prédios destruídos de Brasília. Imediatamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF) preparam uma agenda de eventos para relembrar o ataque que sacudiu os Três Poderes. Portanto, enquanto a capital se prepara para a comovente cerimônia no Palácio do Planalto, todas as atenções se voltam para a declaração de Lula: ele deve usar o ato para vetar com força o projeto de lei que reduz penas dos condenados pela depredação dos símbolos nacionais, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Votar_Agora“O 8 de Janeiro está marcado na história como o dia da vitória da democracia, vitória sobre aqueles que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas. São os que sempre defenderam a ditadura, a tortura e o extermínio de adversários e pretendiam submeter o Brasil a um regime de exceção”, ousou declarar Lula, com a voz firme. Enquanto isso, o petista não resistiu à provocação histórica, citando o filósofo espanhol George Santayana: “
“Aqueles que não conhecem o passado estão condenados a repeti-lo.”
“.
Além disso, o presidente celebrou a data como um marco duplo de resiliência: “
Primeiro, pela manutenção do Estado de Direito democrático deste país. Segundo, pelo que conseguimos conquistar e colocar em prática”
“. Por outro lado, Lula ressaltou que os últimos anos provaram a robustez das instituições: “
Provamos, nesses três anos de mandato, que a democracia é a arte do impossível, da competência e da convivência democrática na adversidade”
“.
O TRIBUNAL QUE NÃO TREMEU
Lula também elogiou veementemente o Supremo Tribunal Federal, destacando sua coragem em tempos de crise: “
O comportamento da Suprema Corte foi magistral e não se submeteu aos caprichos de ninguém, o que permitiu que, ao exercer a democracia, possamos ver as coisas acontecerem da forma mais previsível possível.”
“. Consequentemente, o reconhecimento da Corte se tornou um dos pontos altos da cerimônia.
A VOZ DA JUSTIÇA IRREVERSÍVEL
Imediatamente após, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, soltou uma bombástica advertência: “
É necessário ressaltar que os crimes cometidos contra o Estado democrático de direito são imprescritíveis e impassíveis de indulto, graça ou anistia, sobretudo quando envolvem grupos civis ou militares”
“. Aliás, a fala de Lewandowski ecoou como um grito de guerra institucional. Posteriormente, o vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou o tom: “
Justiça não se divide, justiça não se fraciona. Aqueles que romperam a ordem constitucional cometeram um crime e devem sofrer o rigor da justiça e o peso da história”
“, recebendo aplausos contínuos da plateia.
O VETO QUE NÃO PERDOA
Finalmente, no ápice da cerimônia, Lula não hesitou e aproveitou o momento histórico para vetar com veemência o PL da Dosimetria. O projeto, que previa redução drástica de penas para os golpistas de 8 de janeiro, foi imediatamente arquivado, selando o destino de quem ousou desafiar a democracia brasileira. Portanto, enquanto os fantasmas do passado são exorcizados pelo presente, o Brasil respira aliviado: a Justiça, enfim, fala com voz de bronze.
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