Governo Lula Gasta R$ 8,4 Milhões com Influenciadores em Campanha Digital Explosiva
Planalto contrata criadores de conteúdo para atingir jovens e dominar redes sociais, enquanto gastos em publicidade digital disparam 360% em apenas dois meses. Portanto, a estratégia coloca o governo como maior patrocinador político do país.
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Votar_AgoraEm setembro de 2025, investimentos massivos na plataforma Meta (Facebook e Instagram) alcançaram R$ 8,4 milhões, saltando de R$ 4,7 milhões no bimestre anterior. Imediatamente, a cifra recorde solidifica a ofensiva digital do Palácio do Planalto contra a esfera de influência das plataformas.
Além disso, a tática replica modelos adotados por instituições aliadas. Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) convidou 26 criadores para visita institucional em Brasília. Paralelamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu o seminário PTech para fortalecer sua atuação digital.
A Secretaria de Comunicação (Secom) mantém sigilo sobre critérios e valores dos contratos, desencadeando críticas da oposição. Por outro lado, parlamentares questionam o uso de recursos públicos para campanhas pró-governo, especialmente durante a tramitação da isenção do Imposto de Renda para salários de R$ 5 mil.
Os influenciadores dividem-se em duas frentes: criadores com perfis aparentemente neutros como PV Freitas e Isis Vieira (focados em humor e regionalismo), e nomes com abordagem política como Lauany Schultz, Carolline Sardá e Laura Sabino. Muitos já tinham histórico de apoio ao governo antes das parcerias.
A atuação dos contratados vai além das redes. Participam de eventos como “Desperta 2025” do Instituto Conhecimento Liberta e encontros em Itaipu, além de colaborar com movimentos sociais como MST e entidades da Petrobras.
Os conteúdos promovidos incluem: programas sociais como “Luz para Todos”, defesa da reforma do IR, ataques à oposição e elogios a Lula e ministros do STF. Há ainda críticas pontuais a temas sensíveis, mas sempre alinhados à gestão federal.
Os adversários políticos denunciam ilegalidade na utilização de verba pública para promoção pessoal e ataques a rivais. “Questionamos a legalidade desses contratos, especialmente quando ultrapassam o caráter informativo”, declararam parlamentares opositores. Por enquanto, o Planalto permanece em silêncio frente aos pedidos de esclarecimento.