Fundos dos EUA Apostam Alto em Techs: Microsoft e Netflix Lideram Movimentações de Bilhões
Os hedge funds americanos dispararam suas apostas em gigantes da tecnologia como Microsoft e Netflix no segundo trimestre, aproveitando a turbulência inicial causada pela política comercial de Donald Trump para embolsar estrondosos lucros no fim do período. Dados oficiais revelam que os investidores injetaram US$ 12 bilhões adicionais na Microsoft, elevando o total para US$ 47 bilhões – alta impulsionada por compras massivas e pela valorização de 0,4% das ações no pré-mercado.
Enquanto isso, a UnitedHealth Group virou alvo de pesos-pesados como Warren Buffett e David Tepper após despencar quase 40%. A estratégia rendeu: as ações da empresa de saúde chegaram a subir 14%. Por outro lado, a Alibaba sofreu um baque, com fundos retirando US$ 1,55 bilhão de suas ações – o maior rombo entre todos os ativos analisados.
“O movimento ocorreu num trimestre de reviravolta histórica: após o susto inicial com as tarifas, as bolsas dispararam graças à resistência da economia americana.”
O S&P 500 registrou seu melhor desempenho desde 2023, saltando 25% das mínimas de abril, enquanto o Nasdaq 100 bateu recordes de alta. Das 716 gestoras analisadas, os portfólios somaram US$ 726,54 bilhões – US$ 100 bilhões a mais que no trimestre anterior.
Montanhas de Dinheiro em Jogo
- Tecnologia dominou 23% das carteiras, seguida por finanças (17%). Energia ficou na lanterna.
- Fundos como Bridgewater despejaram 5,66 milhões de ações da Alibaba, enquanto a Microsoft atraiu 905 mil novas apostas da gestora.
- No Brasil, a NU Holdings virou febre: D1 Capital comprou 14,33 milhões de ações, impulsionando a fintech.
Quem Subiu e Quem Desmoronou
Maiores altas:
– NU Holdings: +50,12 milhões de ações
– Opendoor Technologies: +49,99 milhões
– Snap Inc: +25,99 milhões
Maiores quedas:
– Petrobras: -21,9 milhões de ações (venda agressiva da Arrowstreet)
– Robinhood: -11,76 milhões
– Alibaba: -9,92 milhões
Os números preliminares mostram uma corrida por empresas inovadoras, com Meta e Amazon liderando vendas e compras, respectivamente. Enquanto gestores ajustam estratégias, a Microsoft se consolida como o ativo mais valioso do mercado, com US$ 46,83 bilhões sob gestão.