Ex-assessor do TSE expõe suposto esquema de vigilância contra Carla Zambelli no governo de Moraes
Em um depoimento que chocou a Comissão de Constituição e Justiça, o ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral Eduardo Tagliaferro revelou detalhes escandalosos sobre uma suposta operação de monitoramento direcionada à deputada Carla Zambelli (PL-SP). Segundo ele, durante o mandato de Alexandre de Moraes à frente do TSE, a parlamentar teria sofrido vigilância em níveis absurdos, com revisões de até quatro postagens por semana.
EM 2026 EM QUEM VOCÊ VOTARIA? FLÁVIO BOLSONARO OU LUIZ IGNÁCIO LULA
Vote e deixe seu comentário. Gostaríamos se saber sua opinião.
Votar_Agora“Havia ordens expressas para rastrear todas as publicações dela com frequência exagerada. Em certos momentos, eram feitas checagens quatro vezes na mesma semana”,
denunciou Tagliaferro, destacando que o próprio Moraes coordenaria a ação. Além disso, ele afirmou que a estratégia incluía outros nomes de peso da direita, como Allan dos Santos, Rodrigo Constantino e Paulo Figueiredo, enquanto perfis de esquerda não passavam por qualquer fiscalização.
O ex-funcionário do TSE ainda revelou que equipes inteiras eram dedicadas ao “pente fino” das redes sociais de Zambelli, identificando um padrão de perseguição que, segundo ele, buscava “dificultar a atuação política da deputada”. Portanto, as declarações reforçam as críticas de que instituições públicas estariam sendo usadas para atingir opositores do governo Lula.
Enquanto isso, o caso amplia a pressão sobre Moraes, já acusado por parlamentares de “instrumentalizar o tribunal” contra vozes conservadoras. Para a oposição, o depoimento é uma prova incontestável de que a cassação do mandato de Zambelli faria parte de um jogo político articulado, e não de um processo legal imparcial.