Presa, Carla Zambelli manda carta bombástica da cela e expõe suposta origem da perseguição de Alexandre de Moraes

Presa, Carla Zambelli manda carta bombástica da cela e expõe suposta origem da perseguição de Alexandre de Moraes
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Carla Zambelli expõe entre paredes italianas a trama que juram ter armado contra ela: “Moraes queria minha cabeça!”

Enquanto dias viram noites na prisão domiciliar na Itália, Carla Zambelli decidiu romper o silêncio com uma bomba epistolar. No dia 3 de setembro, ela escreveu uma carta que imediatamente alimentou a máquina de notícias e redes sociais. E, portanto, ela não mediu adjetivos: ação de perseguição política orquestrada nada menos que por Alexandre de Moraes. A deputada rebate a acusação que a manteve detida desde 29 de julho e grita aos quatro ventos: tudo começou quando tentou barrar a ascensão de Moraes ao Supremo Tribunal Federal.

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“Moraes queria a minha cabeça desde quando falei de sua ficha e me encontrei com Temer e com colegas ativistas para não indicá-lo ao STF.”

Além disso, ela transporta o leitor de volta ao cenário de 2017. O objetivo? Mostrar que, mesmo antes de Moraes vestir a toga, ela já batia na porta do então presidente Michel Temer para convencê-lo a recuar da escolha. Enquanto isso, articulava encontros com ativistas e deputados dispostos a derrubar a indicação.

Por outro lado, o caldo engrossou semanas atrás. Eduardo Tagliaferro, ex-perito do TSE, soltou denúncias contra o ministro. Para Zambelli, a revelação joga gasolina na fogueira da versão de inocência que ela defende: a de que vive um processo armado.

“Com isso, só provamos cada vez mais a minha inocência! Espero e estou confiante de que conseguirei provar que isso não passou de perseguição política.”

Enfim, numa coda emocional que ecoa sermão e grito de guerra, a parlamentar parece cuspir o medo e engolir coragem:

“Se tiver que passar por tudo o que estou passando para ajudar o Brasil a ser um país livre e democrático, podem contar sempre comigo. Deus está me dando forças! Ele é meu pastor e nada me faltará. Amo o Brasil, amo os brasileiros.”

Portanto, do outro lado do Atlântico, sob prisão domiciliar, Zambelli promete transformar seu drama pessoal em palco político. E, enquanto isso, o noticiário não tira os olhos da história que, ou é a maior engenhada conspiratória dos últimos tempos, ou o desfecho de uma rusga antiga que ganhou capítulos inesperados atrás das grades italianas. Aos brasileiros caberá decidir qual versão compra.

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