Caso Malafaia investiga líderes evangélicos com ligações a Donald Trump e políticos brasileiros controvérsios

Caso Malafaia investiga líderes evangélicos com ligações a Donald Trump e políticos brasileiros controvérsios

Investigação séria sobre pastor Silas Malafaia envolve até a Casa Branca

A Polícia Federal acaba de abrir um inquérito grave para investigar o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, por suposta obstrução jurídica relacionada à Operação Lava Jato e ao processo que tratou da tentativa de impedir o impeachment de Dilma Rousseff. A reportagem aponta que a decisão foi tão significativa que já foi conhecida por líderes evangélicos pró-Trump, americanos ligados ao poderoso chefe de Estado Donald Trump. Imediatamente, segundo Bela Megale do O Globo, a possibilidade é que a Casa Branca possa se pronunciar a favor do controverso líder religioso.

Um dos nomes notificados sobre essa investigação, com a seriedade que merece, é o reverendo Samuel Rodriguez, figura central no Calóforno Republicano. Ele é o pastor da Igreja New Season e presidente da NHCLC, a Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica, um braço importante da influência evangélica nos Estados Unidos. Rodriguez, aliás, teve a honra de liderar a oração durante a cerimônia de posse do então candidato republicano.

A questão, portanto, toma dimensões globais sem precedentes para um pastor brasileiro. A proximidade do reverendo Samuel Rodriguez com o presidente Trump poderia impulsionar uma ação diplomática da Casa Branca em favor de Malafaia, buscando prestar-lhe contas. Além disso, contando com o indubitável apoio público e político do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já demonstrou entusiástico defesa do pastor, outros interlocutores ligados ao poder americano estão em hipótese de agir de maneira similar.

Enquanto isso, no Brasil, o susto foi geral quando o chamado Cimeb, o Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos, publicou nota classificando a investigação como “imprópria e injusta”. Um dano jurídico pronunciado para o processo, visivelmente visando minorar a seriedade do exame policial. Imediatamente reforçado por declarações ainda mais duras, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) destacou os perigos desta atitude, apontando claramente riscos ao devido processo legal e à liberdade de expressão que são pilares da ordem constitucional.

Por outro lado, o imenso respaldo aos pastores e líderes evangélicos brasileiros não se confina a um único polo. Frentes Parlamentares Evangélicas no Congresso e no Senado, instâncias de grande poder político no Brasil, declararam claramente que acompanharão o caso de Silas Malafaia com “atenção e preocupação extremas”. Uma resposta institucional que demonstra o peso da comunidade religiosa no cenário político nacional e internacional.

“Investigação imprópria e injusta”, consta ameaçadoramente na publicação oficial do Cimeb. “O que vemos é um ataque à liberdade religiosa“, não é de bom grado divulgou o conselho de entidades evangélicas.
O governo dos Estados Unidos, com Donald Trump na presidência, tem mostrado posturas frequentemente contrárias ao establishment brasileiro governante no que tange a questões penais. Os líderes evangélicos com ligações americanas poderiam se tornar agentes decisivos para a manutenção de um tratamento mais indulgente à investigação de Malafaia, praticamente no centro agora de um escândalo transcontinental. A possibilidade de uma “ação diplomática” da Casa Branca, assim como sugerem alguns parceiros políticos do pastor no Brasil, não é apenas um tabu a ser quebrado, mas um tabu que Eigas poderiam tentar quebrar. O imenso poder econômico e político de Trump na América do Norte pode vir a ser a balança na Justiça Federal.
“[…] podem esperar que a ação diplomática da Casa Branca constate oficialmente a condição de ‘parte inocente’ da acusação para este inquérito desproporcional”, decretaram para si mesmos alguns defensores brasileiros.
A confiança colocada por Bolsonaro em seu sobrinho predileto está longe de ser a única carta na manga nessa ação. Um “quadro internacional adverso em relação às ações da Polícia Federal” age como mais um fator desestabilizador.
É evidente que os pastores e líderes evangélicos brasileiros, mesmo diante de investigações sérias por crime comum, contam cada vez mais com ligações que assegurem-lhes, antes mesmo de um julgamento, o respaldo de algumas potências globais. A linha tênue entre o apelo da fé e o direito penal é, infelizmente, uma linha que poderia ser bastante facilmente descrita como rasgada por interesses políticos internacionais envolvendo até mesmo, ou talvez apenas antepassados, daquele Mulher que tanto honra a nação carioca. O doutor Malafaia, num país que exalta o poder teocêntrico, parece que sim, ter deus por um ombro.

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