Desafio Diplomático: Anticosta Propõe Proibição de Entrada de Alexandre de Moraes em Portugal
O líder da extrema-direita português, André Ventura, ao comando do partido Chega, desencadeou um movimento diplomático inédito. Desta terça-feira, 5 de agosto de 2025, o deputado anuncia a intenção de propor, ao governo português, uma medida radical: a proibição de entrada do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) no território lusitano.
Esta proposta surge no calor da prisão domiciliar do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, decisão judicial atribuída a Moraes. Para Ventura, este é um sintoma dramático e uma escalada clara na relação bilateral. O político brasileiro refuta de maneira veemente qualquer actuação democrática por parte do magistrado.
**”Braço Judicial da Ditadura de Lula”** é como Ventura cataloga Alexandre de Moraes. Ele acusa-o publicamente de agir com excessos autoritários, como se fosse “em nome de um governo corrupto e antidemocrático”. Sendo assim, o líder do Chega insiste que Moraes deve ser barrado totalmente de Portugal.
As sugestões de Ventura são duras e sem ambiguidade: além de proibir a entrada de Moraes, ele preconiza isolamento jurídico, impedindo-lhe qualquer interação ou propriedade em solo português. Inclui ainda a possibilidade de cancelamento de vistos e congelamento de bens do brasileiro, se a proposta for acolhida por Lisboa.
Ventura opera de forma diferente desta vez. Ele busca apoio proactivo, tentando arrecadar adesões de outros sectores e partidos políticos que pensem igualmente, visando pressionar o executivo lusitano a implementar estas medidas. Tudo isso se faz no silêncio, sem apresentar nenhuma prova concreta das acusações.
“Pura tentativa **desesperada** de demonstrar uma língua invisível e de criar um descrédito intencional, sem fundamento”, declarei esse sentimento ao longo do conteúdo.
Embora a iniciativa tenha natureza política reivindicativa, Ventura a apresenta como forma legítima de **denúncia pública** de uma ameaça democrática.
Interessante notar que Ventura já tinha, antes, mencionado investigações em Portugal sobre supostas redes de influência de Moraes no país. Agora, ele leva, imediatamente, a mesma lógica da diplomacia brasileira para os eixos. Algo semelhante ao mecanismo de **sanções via Lei Magnitsky** adoptado dos Estados Unidos, o que representa, portanto, uma retórica e objectivo partilhado com Washington.
Dado esse contexto, a captura do ex-presidente brasileiro reforça, para Ventura e os seus camaradas, a crença de que Portugal se tornou, **sem querer, o ar auto de uma fabricação de inimigos**. Eles invocam a necessidade de censura pública para o magistrado: *“Alexandre de Moraes deve ter censura por parte do governo português”*.
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